9 de setembro de 2015

Elementar, meu caro Comissário, elementar!




Lembrou o nosso ex-primeiro ministro e actual Comissário ou-lá-o-que-é da ONU para os Refugiados, respondendo com sagacidade complacente à possibilidade de haver agentes do EI infiltrados nesta estranha (o termo é da jornalista Cândida Pinto) súbita vaga dos que debandam do Médio-Oriente para a Europa Central (decuplicaram de um instante para o outro, sem aparente motivo extra que o justifique), que quem tem uma missão terrorista não se mete num barco em risco de naufragar, utiliza o avião.

Concordo. Mas só em parte. De facto, nenhuma organização terrorista com um mínimo de senso e eficácia enviaria sequazes na maioria das embarcações em que os emigrantes ilegais atravessam o Mediterrâneo.

Estivesse eu, contudo, à frente do Estado Islâmico e, em alternativa a infiltrar militantes a conta-gotas por via aérea, preferiria montar uma rede de tráfico humano concorrente, equipada com barcos ainda em boas condições (também os há, e muitos, como se sabe, que chegam inteiros às costas italiana e grega). Pagaria as despesas da operação com o dinheiro sacado aos renegados danados por chafurdar nas delícias do Ocidente infiel e, à mistura com eles, faria assim entrar na UE uns, pelo menos, trinta combatentes por cada percurso.

Benefícios em termos de custos e do número de militantes infiltrados?

Bem… é… é só fazer as contas.

E pensarmos nós que este homem decidiu sobre Portugal durante anos!

3 comentários:

Anónimo disse...

"E pensarmos nós que este homem decidiu sobre Portugal durante anos!". Certíssimo. Mas o assustador é pensar-se que um igualzinho, como igual é qualquer socialista pois a retórica salafrária é a mesma, o pantomineiro político Costa, pode ir ao cadeirão. Embora isso seja duvidoso, é sinistro. Costa não passa dum Sócrates meio tarimbeiro e fotocópia. Tal como Sócrates é uma espécie de Mário Soares trampolineiro violento. Toda esta dinastia é uma coisa nauseabunda.

Leopardo

Anónimo disse...

Ao que li, quando Guterres assumiu o cargo da ONU as contas desse sector estavam equilibradas; aqui há um ou dois anos, porém, o orçamento registava já um saldo negativo de umas boas centenas de milhões de euros.
Tratar-se-á uma vez mais da incomparável gestão socialista?

David Caetano

Oliveira da Figueira disse...

"É só fazer as contas" é de antologia!

Os políticos são pessoas que elegemos a pensar que são movidas pelo interesse público e que estão preparadas para os cargos. Triste engano, na esmagadora maioria dos casos...

Oliveira