6 de novembro de 2015

A INFÂNCIA DE UM CHEFE...


Nicolau Saião, O grande mistério

    João Oliveira, um dos jovens turcos do partidão que foi de Cunhal e agora é de Jerónimo, ambos por obra e graça do Todo Poderoso comité central, disse num dos órgãos de comunicação em que se expande que “ A palavra de um comunista vale mais que um papel escrito”, cito de memória, querendo com isto dizer que nem é preciso assinar-se um qualquer papelucho com o projectado Acordo.

  Num blog de referência, um dos postadores pergunta-se como é que um sujeito maior e vacinado, ainda que novito, (como usa dizer-se um homem de barbas na cara) e que até “parece bom tipo”, pode ser um comunista ferrenho após conhecer-se, como hoje se conhece, a parafernália de crimes, opressões e misérias levados a cabo por essa ideologia em todos os lugares por onde passou.

  É fácil de descriptar: como todos os membros de formações totalitárias, o indivíduo em causa é um fraco (basta ouvi-lo falar na TV: atabalhoadamente, com um ar simultaneamente impositivo e primarizado), imbuído de conceitos “generosos” a que uma instrução curricular decerto confusa conferiu uma sedimentação “ingénua” mas autoritária.

   Oliveira terá sido um adolescente sonhador e romântico politicamente, com boas intenções para com o mundo e o seu semelhante. E, como habitualmente nestes casos, a ligação muito intensa a uma propaganda para quadros e a imersão num colectivo de topo – onde o ambiente deve ser muito exigente e o controle muito apertado por razões de estrutura – fez o resto.

   Eis pois como se transforma um “bom tipo” num autoritário crente e num fanático. Daí este seu posicionamento, de tipo “honradez à antiga”, de que a palavra dum comunista vale um acordo escrito e formal. Não vale. É apenas estratégia no sentido de caucionar a potencial ausência de acordo.

   Em suma: a velha hipocrisia lenino-stalinista em versão galo de Barcelos…

Sem comentários: