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27 de setembro de 2015

O exemplo maior



    Este é, sem dúvida, até hoje, o exemplo por excelência de aplicação da conhecida expressão popular: "Devia era levar com um gato morto nas ventas até que ele miasse!!!"

26 de setembro de 2015

A anedota do carvão climático asiático




É assim que se enxofra e os idiotas ocidentais da luta contra o "aquecimento global" proclamam ter conseguido uma vitória na China enquanto... não se pode fazer o mesmo no Ocidente porque temos que gramar as ventoinhas de derreter dinheiro.

"The argument appears to be, the coal plants will be built anyway – so when Japan finances the construction of high efficiency supercritical coal generators, rather than the smoky low efficiency units which would have been constructed without their financial help, they should be allowed to count the difference in emissions between the high efficiency units which are built, and low efficiency units which could have been built (up to a 50% reduction per plant according to the IGCC) as a contribution to reducing CO2 emissions – even though as the new plants come online, it seems likely that overall global CO2 emissions will actually surge."

16 de setembro de 2015

A genética, a inteligência e a segurança da Europa



E não é que todos menos um são da família do imb... do eng.º?

Vá dizer isso ao imb... ao eng.º Guterres!





    Diretor da Europol, agência europeia de polícia e forças de segurança, diz que os traficantes de pessoas vão desde “simples oportunistas” até gente integrada em redes multinacionais.

    É um fenómeno recente. E são grupos com grande capacidade tecnológica, que utilizam diferentes plataformas. Encerra-se uma página, podem abrir outra em segundos”, explica o diretor da Europol, Rob Wainwright, em resposta à questão sobre o motivo de ser tão complicado travar a atividade na internet dos traficantesde seres humanos.
    Entrevistado pelo “El País” a propósito do modo como a Europol está a lidar com a atual situação decorrente da guerra civil na Síria, Wainwright refere que “o aumento de refugiados criou muitas oportunidades de negócio” e que “esta crise é como um íman para grupos criminosos que sabem como fazer dinheiro muito facilmente”.
    Este ano, a Europol já terá identificado cerca de 30 mil suspeitos e aberto 1500 novas investigações. O perfil dos envolvidos vai desde “simples oportunistas” até àqueles que integram redes multinacionais.
    “Nos últimos dez anos comprovámos que um terço dos traficantes [de seres humanos] também está implicado em tráfico de drogas, lavagens de dinheiro, falsificação de documentos. (…) São pessoas flexíveis, capazes de se adaptarem com muita facilidade”, afirmou ainda na entrevista concedida ao jornal espanhol.

9 de setembro de 2015

Elementar, meu caro Comissário, elementar!




Lembrou o nosso ex-primeiro ministro e actual Comissário ou-lá-o-que-é da ONU para os Refugiados, respondendo com sagacidade complacente à possibilidade de haver agentes do EI infiltrados nesta estranha (o termo é da jornalista Cândida Pinto) súbita vaga dos que debandam do Médio-Oriente para a Europa Central (decuplicaram de um instante para o outro, sem aparente motivo extra que o justifique), que quem tem uma missão terrorista não se mete num barco em risco de naufragar, utiliza o avião.

Concordo. Mas só em parte. De facto, nenhuma organização terrorista com um mínimo de senso e eficácia enviaria sequazes na maioria das embarcações em que os emigrantes ilegais atravessam o Mediterrâneo.

Estivesse eu, contudo, à frente do Estado Islâmico e, em alternativa a infiltrar militantes a conta-gotas por via aérea, preferiria montar uma rede de tráfico humano concorrente, equipada com barcos ainda em boas condições (também os há, e muitos, como se sabe, que chegam inteiros às costas italiana e grega). Pagaria as despesas da operação com o dinheiro sacado aos renegados danados por chafurdar nas delícias do Ocidente infiel e, à mistura com eles, faria assim entrar na UE uns, pelo menos, trinta combatentes por cada percurso.

Benefícios em termos de custos e do número de militantes infiltrados?

Bem… é… é só fazer as contas.

E pensarmos nós que este homem decidiu sobre Portugal durante anos!

6 de setembro de 2015

“Sentimentalismo caro”



     É o que pensa Alberto Gonçalves, porque, diz ele,

     Quando redobraram as notícias sobre multidões que fogem para a Grécia e para a Europa em geral, pensei tratar-se de uma falha - nas notícias ou no GPS das multidões. Afinal, estivemos meses a aprender que na Grécia, e na Europa em geral, se vivia uma tragédia humanitária nunca vista. Contra todas as expectativas, havia tragédias assaz maiores já ali ao lado. E os que lamentavam a devastadora austeridade que nos caiu em cima são os mesmos que agora exigem a partilha da nossa ofensiva abundância com os desafortunados do Médio Oriente e de onde calha. De súbito, a Europa tornou-se rica e repleta de empregos, alojamentos decentes, mesas fartas, privilégios sem fim. É o lado bom da crise dos refugiados.

     O lado mau é que os corpos dos refugiados, vivos ou mortos, continuam a dar à costa. Vale que a reacção dos europeus se revela de fulgurante utilidade: correr para o Facebook a partilhar a fotografia do cadáver de uma criança estendido na praia e a criticar a passividade da Europa. Ou a indiferença dos governos. Ou a desumanidade de um destinatário genérico que naturalmente exclui o próprio - e heróico - indignado em causa. Parece um concurso para apurar qual é o cidadão mais piedoso.

     Por falta de candidatos, não é de certeza um concurso para apurar qual o cidadão que abriria as portas de casa ao maior número de refugiados. Descontadas as "dezenas" de voluntários de que falam as notícias, não vi muitas almas sensíveis passarem da sensibilidade à prática e afirmarem-se disponíveis para albergar, por um período transitório, dois sírios ou quatro curdos no quarto das traseiras. Possivelmente os refugiados perturbariam o sossego do lar, essencial para se alinhavar no Facebook manifestos de extrema preocupação com o destino dos refugiados. Esta atitude traduz a típica bravura moral de quem subscreve petições pelos pobres e não se digna olhar o mendigo que o interpela na rua. Ou de quem chora os "cortes" no SNS e não visita o amigo doente. Ou de quem protesta as touradas e não abriga um cão vadio. O sentimentalismo sem compromisso preza a higiene. E é, desculpem lá, uma treta.

     Mas houve pelo menos um português que saltou por cima das tretas e foi directamente ao assunto: o combate ao Estado Islâmico. A Sábado desta semana entrevista Mário Nunes, o militar de 21 anos que desertou da Força Aérea para, ao longo de quatro meses, lutar contra os jihadistas na Síria. Porquê? Porque prefere "morrer a não fazer nada". É maluco? Deve ser. Sensatos são os que ficam pelas ditas "redes sociais", a repousar as consciências e a responsabilizar uma vaga Europa pelos refugiados que a Europa real acolhe, sabe Deus a que preço. Talvez não fazer nada, hoje, seja um dia meio caminho andado para uma morte precoce. Ou pior, dadas as carências do islão imoderado em matéria de compaixão.

4 de setembro de 2015

Refugiados?




Por que continuam os dirigentes "europeus" a mentir olimpicamente (como comunistas) relativamente aos "refugiados"?

1 de setembro de 2015

"A Europa é de fugir"





Pelo que diz Alberto Gonçalves, no DN de anteontem,

Quando um branco mata um negro, como às vezes acontece com alguns polícias excessivamente nervosos nos EUA, a sentença popular é imediata: trata-se, obviamente, de racismo. Quando, como aconteceu na quarta-feira, um negro mata dois brancos, filma os homicídios e despeja tudo no Twitter para efeitos de consagração, a coisa complica-se: o homem, para cúmulo, gay, era capaz de ser vítima de discriminação, o que legitima parcialmente o crime. O resto legitima-se com o direito de posse de armas, pelo que há que julgar a Constituição e prender o revólver.

Em matéria de malabarismo mental, não faltam casos parecidos. O terrorista do comboio francês, por exemplo, apenas queria roubar para comer. Pelo menos é o que jura a advogada dele, que descreve um homem miserável e subnutrido. Esqueceu-se de descrever de que maneira é que tamanha penúria económica e física permite adquirir e transportar uma Kalashnikov de 600 euros e três quilos. Mas o principal é que a culpa é da exclusão social, ou seja, da sociedade, ou seja, sua e minha. Por mim, estou disposto a confessar tudo e a acatar o merecido castigo.

Entretanto, lembro a curiosa retórica com que se recebe os refugiados que dia após dia chegam pelo Mediterrâneo e por onde calha. Segundo a voz corrente nos media, a responsabilidade pela tragédia (humanitária, é de bom-tom acrescentar) cabe inteirinha à Europa, a Europa que não recebe devidamente, a Europa que não integra adequadamente, a Europa que, em suma, não corresponde impecavelmente aos sonhos daqueles desgraçados, disponibilizando-lhes em cinco minutos casa decente, emprego digno, subsídio de assimilação e banda filarmónica. Os telejornais fervilham de repórteres a apontar o dedo indignado.

Quase ninguém explica que as dificuldades de resposta da Europa são inevitáveis perante a brutal, e desde há décadas incomparável, migração de centenas de milhares de pessoas (350 mil em 2015). Quase ninguém recorda que as dúvidas europeias são as próprias de gente civilizada, que tende a ponderar as consequências dos seus actos. Quase ninguém nota que a Alemanha, logo a Alemanha, tem liderado com a generosidade possível o processo de acolhimento. Quase ninguém refere a veneração que inúmeros sírios passaram a dedicar à senhora Merkel, logo à senhora Merkel. Sobretudo quase ninguém informa que os refugiados, na imensa maioria muçulmanos, escapam precisamente da selvajaria hoje recorrente nos países de origem e na religião que professam. Apesar do folclore jornalístico em contrário, que atribui ao bombeiro o fogo posto pelo pirómano, a verdade é que o drama dos refugiados começa no Islão, não na Europa.

A benefício da subtileza, também poderíamos falar dos refugiados que são de facto "infiltrados" do ISIS e agremiações similares. E dos refugiados que matam refugiados sob acusações de cristianismo. E dos perigos de abordar estas matérias com mais lirismo adolescente do que sensatez. Porém, dado que andamos ocupadíssimos a odiarmo-nos, não há tempo para detalhes. O importante é estabelecer que a culpa é nossa. Culpa de quê? Vê-se depois, ou nem isso. Certo é que a Europa é de fugir, embora os outros misteriosamente fujam para a Europa.